Fim de semana bagunçado, com todas as fugas possíveis e imagináveis. Todas as coisas “úteis” foram deixadas de lado em favor de um escape do mundo que gira na minha cabeça para um lugar [ou lugares] onde eu não precise pensar tanto em como vou fazer pra dar conta da minha vida.
Valeu a pena? Porra se valeu.
Então eu me deito na minha cama no domingo à noite, tentando pensar em tudo o que eu fiz – ou não – no final de semana, e o sono chega de mansinho, fazendo com que eu me deite nas areias macias de uma praia deserta e adormeça com o som tranquilo da maré noturna. Esqueço-me das janelas, dos aplicativos de conversa, do e-mail, das redes sociais, de tudo, como se Morfeu pessoalmente houvesse pego na minha mão e me guiado a entrar em seu reino.
Onze horas depois, desperto, e a praia deserta se transformou em uma parte da costa de Sendai, aquela que foi devastada por um tsunami que se seguiu a um maremoto em 2011. Mensagens urgentes, e-mails urgentes, a bagunça no quarto que continua aqui, prazos, provas, trabalhos. Contaminação por radioatividade é o mínimo que eu posso esperar, pois Morfeu me abandonou, e Hypnos parece ter ficado com raiva dos sonhos que tive sem a ajuda dele. Como castigo, ele lançou os pesadelos numa realidade que já não é lá essas coisas, e agora eu me pego pensando no que fazer primeiro.
Mas eu não vou me arrepender de ter dado skip da minha vida no final de semana. I regret nothing.
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