O vácuo que se acumula e se adensa no meu peito é inescrutável e
imensurável. Ele se alimenta de si mesmo. Como o uroboros, a mítica
cobra engolindo o próprio rabo, o desespero se alimenta do desespero que
há em mim e cresce num círculo vicioso que engole o mundo - o MEU
mundo, que é tudo que tenho. E eu estou desesperadamente tentando manter
uma luz acesa, uma chama de fósforo que seja, em meio a essa escuridão
ululante que só faz crescer.
Agora sou oficialmente mais um número na estatística de sobreviventes.
Ao menos, sobrevivi. E sobrevivo. Até quando?
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