quarta-feira, 15 de maio de 2013

Eins.

Madrugada. Exame no dia seguinte. Bateria marcada ecoando na cabeça. Ela não devia estar ali, mas está. Conversa aleatória, outra não tão aleatória assim. Resquício de sono, de fome, de dor de cabeça.

É um daqueles momentos em que se para e pensa “o que diabos eu estou fazendo?”. Depois a constatação: você não faz a mais puta ideia do que está fazendo. Não faz ideia de qual caminho está tomando, nem pra onde ele leva, ou o que vai acontecer em cinco minutos.

Pior: não pode perguntar pra ninguém o que está acontecendo, porque ninguém vai saber responder. This is YOUR life.

Bateria marcada, de novo. Ela não devia estar ali, mas está. Você olha ao redor, para a bagunça no chão, na mesa, na caixa, no guarda-roupa, na pia. Pensa no dia que passou. O que diabos você está fazendo?

O que diabos você acabou de fazer???

Cigarro. Daqui a pouco nem café vai rolar porque tem o exame. Daí você pensa, pensa, pensa e lembra de duas coisas.

1) Se há várias alternativas para uma solução, geralmente a mais simples é a correta;

2) As decisões que você toma são as melhores possíveis dentre todas as existentes no momento em que você toma a decisão.

Navalha de Occam e Leibniz, porque você tem que ser nerd mesmo quando está na merda. Mas isso serve de alguma coisa, porque a bateria marcada continua ali, e é bem ali que ela devia estar.

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