É uma sensação curiosa.
Eu não dormi - nem vou -, mas desta vez não há alucinações nem mandalas para onde quer que eu olhe.
Tem sido curioso.
O abandono, o desespero, a insistência, a desistência.
É um ciclo que eu tenho vivenciado com cada vez mais intensidade. E que intensidade.
Desde que eu comecei a sentir, essa parece ser a única coisa que eu faço, o tempo todo, todo o tempo. Até os pensamentos se processam no nível dos sentimentos, é incrível.
Mas desta vez sinto que algo definitivo foi rompido.
Era uma corda a que eu me agarrava com todo fervor, mesmo sabendo que estava amarrada a uma âncora que me puxava cada vez mais para o fundo. Era o meu mundo, distorcido, mas meu. Era meu dever, e eu lutava para puxá-la para cima e não me afogar, e continuar nadando, e encontrar um pedaço de terra firme onde eu pudesse depositar essa âncora.
But anchors belong to the deep.
Pois bem. É curioso, porque a corda continua firme e visível, a âncora vai continuar descendo, e eu ainda estou ali do lado, na água. Mas eu soltei.
Eu abri minhas mãos, soltei, e agora vou me afogar - em ar.
When, and where, have you, my heart, abandoned me?
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