sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Zehn.

Pensei que não precisaria de Dramin pra dormir.

Tomei logo dois.

Ainda assim, sei que leva ainda algum tempo até que o efeito colateral almejado apareça. Até lá, minha distração será um documentário ouvido discretamente para que os fones brancos não chamem a atenção da figura hierárquica que se encontra a menos de dois metros de mim.

Oito meses, dez dias. E a tortura de ser vigiada por uma inconsciência alheia ao meu mundo parece não ter prazo de validade. Pelo contrário.

Hoje até experimentei uma rara liberdade que há muito não cabia nos meus dias. Não durou tanto quando eu gostaria, mas eu não desistiria das poucas horas que eu tive para esquecer um pouco do que eu já me acostumei a chamar de rotina.

Ainda assim, precisei de todas as partículas de estabilidade e mais uma droga de um antiemético, mais um analgésico, para ter a esperança de que eu não passarei a noite em claro mais uma vez.

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