Eu gostaria de entender.
Os pés descalços, as mãos quentes, o mesmo abraço. O mesmo silêncio.
"Eu" só existo quando há "outro", e o "outro" agora estimula o mesmo "eu" que eu gostaria de apagar. Ou "eu" estou apagando o "outro" para que só exista o que permite que "eu" continue assim?
É complexo.
Ainda me deixo perder no espelho, no entanto. E amo o calor debaixo das cobertas, entre os braços, bem no meio do peito.
Provoco a carne e ela dói - e morre. E se aquece, e volta, e novamente esquece.
Quem apaga quem?
Tolero a incerteza enquanto seu calor ainda aquece minhas mãos frias.
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